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Análise Qualificador Major ELEAGUE - Parte 2

Depois de ontem termos publicado a 1ª parte, a qual podes consultar aqui, da análise ás várias equipas presentes no qualificador para o major da ELEAGUE, hoje é a vez de publicarmos a 2ª parte onde analisamos as equipas que se apuraram para este torneio através dos 4 minors regionais.


Desde a entrada de steel que os Immortals têm obtido resultados bastante animadores (Foto: HLTV.org)
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 50%
 
Começando pelos brasileiros Immortals, a única equipa sul-americana presente neste qualificador, estes têm melhorado ultimamente a nível de jogo e resultados desde a entrada de  Lucas ‘steel’ Lopes para o lugar do antigo treinador dos SK  Wilton ‘zews’ Prado.
 
No fim de semana passado esta equipa participou nas finais da 2ª temporada da ECS onde foram eliminados em último na fase de grupos perdendo para os franceses EnVyUs e os seus irmãos brasileiros SK. No entanto, recentemente a equipa obteve alguns resultados positivos com a vitória no minor americano e o surpreendente 1º lugar no Grupo A da fase de grupos da IEM Oakland onde entre outras equipas bateram os TyLoo e os G2, equipas também presentes neste qualificador.
 
Embora a nível histórico esta equipa tenha falhado o apuramento para o major nos 2 qualificadores em que participou, sendo que em ambos foram eliminados nas fases iniciais, a seu favor têm o formato em que todos os jogos são disputados à melhor de um mapa, uma das especialidades da equipa brasileira, o que faz com que tenha boas possibilidade de garantir o apuramento para o major pela primeira vez.
 

Esta é a primeira vez que autimatic disputa um qualificador para um major (Foto: HLTV.org)
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 50%
 
Depois de terem falhado pela primeira vez a presença num major, os Cloud9 voltam a ter fortes possibilidades de garantir o apuramento depois dos resultados que obtiveram recentemente, especialmente depois de à pouco mais de um mês terem vencido o seu primeiro grande título internacional ao conquistarem a ESL Pro League.
 
Um dos poucos factores contra o sucesso desta equipa neste torneio é o facto de historicamente os Cloud9 falharem em jogos importantes relacionados com majors o que faz com que desde a ESL One Cologne 2014 não passem da fase de grupos de um major e que mais recentemente nem o apuramento conseguiram.
 
No entanto, embora no fim de semana passado tenham sido eliminados na fase de grupos das finais da 2ª temporada da ECS aos pés de FaZe e OpTic, esta equipa tem tido bons desempenhos nas fases dos torneios em que os jogos são disputados à melhor de um mapa, na IEM Oakland foram eliminados na fase de grupos, em que os jogos em que perderam foram bastante renhidos, e anteriormente nas finais da ESL Pro League venceram 4 dos 5 jogos na fase de grupos, entre eles contra os grandes favoritos deste torneio NiP, FaZe e dignitas, o que faz com que neste torneio sejam considerados um dos favoritos à vitória dependendo sempre dos adversários que lhes saiam, especialmente NiP, OpTic, FaZe e dignitas, os quais deveriam ser evitados a todo o custo.
 

Conseguirão os TyLoo garantir pela primeira vez a presença de uma equipa asiática num major? (Foto: HLTV.org)
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 25%
 
A equipa chinesa TyLoo, sem sombra de dúvidas a melhor equipa da região asiática, é conhecida pelos seus famosos upsets nas fases de grupos de alguns torneios internacionais.
 
O ano de 2016 foi um ano de afirmação para esta equipa pois para além de vencerem quase todos os torneios da sua região, a nível internacional foi-lhes reconhecida a capacidade para causarem bastantes problemas às melhores equipas do mundo depois de algumas performances positivas, especialmente na DreamHack Malmo em Abril, quando passaram a fase de grupos ao eliminar os então campeões do mundo Luminosity (agora a jogarem pelos SK) num jogo à melhor de 3 mapas, e na StarSeries S2 onde embora tenham sido eliminados na fase de grupos bateram-se bastante bem contra Astralis e Na’Vi, tendo mesmo eliminado a equipa ucraniana ao vencê-los no elimination match do seu grupo.
 
No entanto, ultimamente as equipas europeias e norte-americanas começaram a respeitar mais as equipas provenientes da scene asiática o que fez com que no último torneio internacional em que estiveram presentes, a IEM Oakland, os TyLoo fossem eliminados na fase de grupos com 5 derrotas em 5 jogos, o que significa que os adversários começaram a estudar a equipa chinesa e o factor surpresa deixou de existir.
 
Com tudo isto, espera-se que esta equipa seja capaz de causar alguns upsets e baralhe as contas pois considerando o nível das equipas presentes neste qualificador e o formato, esta será uma das equipas menos estudadas pelos favoritos e poderá surpreender como fez no qualificador para o último major em que chegou até à última ronda perdendo depois no jogo decisivo para os dignitas.
 

Os Renegades chegam a este torneio depois de uma boa performance na DreamHack Winter (Foto: HLTV.org)
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 25%
 
Esta é a primeira vez que os Renegades participam num qualificador para um major sem o seu carismático líder  Chad ‘SPUNJ’ Burchill, o qual decidiu retirar-se em Julho deste ano após uma grande sequência de maus resultados em que a equipa não conseguiu apurar-se para nenhum grande torneio internacional nem vencer os torneios da sua região durante cerca de 12 meses.
 
Com a entrada de  Ricardo ‘Rickeh’ Mulholland para o lugar de SPUNJ a equipa melhorou mas pouco, sendo que os resultados mais importantes que obtiveram foi o 2º lugar na DreamHack Winter, em que perderam para os Gambit na final, o 5º lugar que obtiveram em ambas divisões online norte-americanas da ESL Pro League e ECS, o que quer dizer que apenas por 1 lugar não se apuraram para as finais em lan de ambas as competições, e por fim o 2º lugar no minor asiático onde à semelhança do que tinha acontecido no minor anterior para a ESL One Cologne 2016, perderam apenas na final contra os chineses TyLoo.
 
No entanto, há que considerar que esta equipa vive e joga quase todos os seus torneios na scene-norte americana, onde estão entre as 6 melhores equipas apenas atrás de SK, OpTic, Cloud9, Immortals e Liquid, o que faz com que aliado à sua experiência internacional e resultados recentes esta seja uma equipa que não se deve subestimar contra qualquer adversário pois têm qualidade suficiente para vencer qualquer um dos favoritos se estes não tiverem a jogar ao seu melhor nível e assim “causar estragos”.
 
chopper ganhou pela 2ª vez seguida o minor da região CIS (Foto: HLTV.org) 
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 5%
 
Chega a vez dos Vega Squadron, uma equipa proveniente da região CIS que é praticamente desconhecida do público em geral pois esta é a primeira vez que a organização em si e todos os seus membros participam num torneio internacional importante.
 
Pouco existe a dizer acerca desta equipa sem ser o facto de terem ganho o minor da região CIS onde tirando as 3 equipas mais conhecidas (Na’Vi, FlipSid3 e Gambit), as quais se apuraram automaticamente para o próximo major ao passarem a fase de grupos do último major, o nível do resto das equipas é de tier 3 ou mais baixo, o que faz com que tenham muito poucas possibilidades de se apurarem para o major ou até mesmo de ganharem algum jogo tal é a diferença em termos de nível de jogo entre esta equipa e os considerados favoritos.
 

DavCost volta a estar presente num qualificador para um major (Foto: HLTV.org)
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 5%
 
À semelhança do que dissemos sobre os Vega Squadron, os Spirit são uma equipa também é desconhecida do público em geral e apuraram-se para este torneio ao terem ficado em 2º lugar no minor da região CIS.
 
No entanto, ao contrário dos seus camaradas, esta equipa tem entre os seus membros alguma experiência internacional pois  Anton ‘kibaken’ Kolesnikov fez parte dos Na’Vi na parte final de 2013 não obtendo grande sucesso durante a sua curta estadia, e  Vadim ‘DavCost’ Vasilyev participou pelos FlipSid3 nos 3 majors de 2015 não tendo conseguido passar a fase de grupos em nenhum desses torneios.
 
De qualquer forma, pensamos que esta equipa irá ter uma passagem fugaz neste qualificador pois está num patamar bastante inferior à maioria dos participantes o que faz com que muito dificilmente consiga ganhar algum jogo ou muito menos apurar-se para o major.
 

Conseguirá pronax levar os seus GODSENT até ao major?
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 50%
 
A par dos seus compatriotas NiP, o facto de jogadores como  Robin ‘flusha’ Rönnquist,  Jesper ‘JW’ Wecksell e  Markus ‘pronax’ Wallsten estarem a lutar pelo apuramento para um torneio major é bastante estranho pois estamos a falar dos 3 jogadores com mais torneios majors conquistados no mundo (DreamHack Winter 2013, ESL One Katowice 2015 e ESL One Cologne 2015, todos enquanto representavam os fnatic).
 
Embora a equipa dos GODSENT no papel pareça muito forte, os resultados que têm obtido desde a sua formação deixam um pouco a desejar, especialmente ao terem falhado recentemente a qualificação para torneios internacionais como a ELEAGUE e ESL Pro League ao perder para equipas consideravelmente mais fracas como Alternate aTTaX e Rogue, respectivamente.
 
Um factor relevante a ter em conta é que estes resultados negativos podem estar relacionados com alguma falta de motivação por parte de alguns jogadores, pois estavam habituados a fazer parte de uma das melhores equipas do mundo em que se batiam por ganhar títulos internacionais e agora nem sequer conseguem apurar-se para os torneios em si.
 
Como pontos positivos temos que mencionar que esta equipa recentemente venceu o minor europeu, onde na grande final venceram os HellRaisers num jogo incrivelmente renhido que foi disputado a 3 mapas (14-16, 16-13 e 16-14), e na DreamHack Winter foram eliminados nas meias-finais pelos Gambit num jogo também bastante disputado, isto depois de uma fase de grupos em que ficaram em primeiro lugar num grupo com FlipSid3, dignitas e Kinguin.
 
Assim sendo, embora ultimamente apenas tenham disputado torneios de menor importância em que a performance ficou um pouco aquém das expectativas, espera-se que esta equipa se qualifique para o major da ELEAGUE pois pronax é um especialista em grandes jogos e este torneio irá trazer de volta JW e flusha aos grandes palcos o que irá certamente ser uma motivação extra, visto que algumas das melhores equipas do mundo estão presentes neste qualificador.
 

ANGE1 tem em mãos a difícil tarefa de levar os HellRaisers a mais um major (Foto: HLTV.org)
 
Probabilidade de apuramento para o Major: 25%
 
A única equipa que nos falta analisar neste qualificador são os HellRaisers, equipa que é presença habitual nos qualificadores para os torneios major, não estando no entanto presente num major desde a ESL One Katowice 2015 (dessa equipa apenas resta o capitão de equipa  Kirill ‘ANGE1’ Karasiow).
 
Em termos de resultados recentes em torneios importantes da scene internacional, esta equipa esteve presente na StarSeries S2, onde foram eliminados na fase de grupos ao perder para NiP e dignitas, e na EPICENTER onde mais uma vez foram eliminados na fase de grupos mas com um saldo francamente positivo tendo em conta as expectativas, pois conseguiram obter 2 empates contra Virtus.Pro e fnatic e apenas uma derrota contra os brasileiros SK.
 
Tendo em conta os resultados recentes e a experiência do seu capitão de equipa, espera-se que esta equipa tenha um desempenho parecido ao dos australianos Renegades e chineses TyLoo, dos quais se espera que causem bastantes problemas a qualquer um dos favoritos e tendo em conta que todos os jogos são à melhor de um mapa, não seria de nenhuma forma estranho se conseguissem chegar às rondas finais deste torneio com possibilidades de apurar-se.
 


Resumidamente, entre as equipas que estão presentes neste qualificador que se apuraram através dos minors espera-se que apenas se apurem 2 ou 3 para o major, sendo que Immortals, Cloud9 e GODSENT são as equipas mais fortes entre estas 8.







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