Vendas do Major revertem $11M a favor de equipas/jogadores; Valve assume posição contra exclusividade em Ligas

Numa comunicação feita pela Valve durante a madrugada através do blog dentro do Counter-Strike: Global Offensive, a produtora pretendeu clarificar diversos temas que tem sido alvo de conversas dentro da comunidade nos últimos tempos.

Começando pelo término do Major da StarLadder em Berlim, a Valve revelou que o seu torneio com $1,000,000 em prémios reverteu num valor bem maior para as equipas e jogadores através da venda de stickers e graffitis, com um total de $11,000,000 a ter sido já angariado para os diversos jogadores e equipas que participaram no evento patrocinado pela Valve.

Nos outros tópicos do comunicado, a produtora do CS:GO entra mais a fundo sobre o tema das Ligas, da exclusividade que tem sido falada potencialmente para algumas delas, de equipas que partilham a mesma administração, direitos de media e também de conflitos de interesse.


Não estando ao nível de um International, o Major de CS:GO continua a reverter figuras bem grandes para lá do $1,000,000 anunciado. (Foto por Hltv.org)

Realçando que a licensa para operar um torneio de CS:GO é gratuita para que outras empresas possam criar valor para os utilizadores do jogo, a Valve demonstra que apoia projetos com grandes ambições mas não grandes o suficientes que coloquem em causa a estabilidade do ecossistema e a sua recuperação caso esse projeto falhe, manifestando duas preocupações potenciais em torno das ligas de CS:GO.

Reconhendo que alguns torneios começam a caminhar para formas de exclusividade onde as equipas para participar não podem fazer parte de competições organizadas por outras empresas, a Valve considera que esse formato poderá trazer danos a longo prazo e que não estão interessados em atribuir licenças para operar a esse tipo de eventos, mensagem bastante importante para organizadores como a ESL que no seu ESL Pro Tour anunciado detinham algumas formas de exclusividade.


Os Astralis eram detidos pela mesma empresa que detém a BLAST Pro Series, conflito de interesse que foi entretanto resolvido.

O outro problema surge sob a forma de manter a competitividade imune a qualquer interesse financeiro, conversas que a Valve revela que começaram há alguns anos com organizadores de torneios, equipas e jogadores. Casos como equipas detidas pela mesma entidade (SK e Virtus.pro no passado), torneios que partilham a sua administração com equipas tal como era o caso dos Astralis com a BLAST Pro Series (na altura, ambos detidos pela RFRSH Entertainment) ou jogadores que detém relações financeiras com outras equipas e jogadores são para se evitar e absolutamente proibidos para os mesmos participarem num Major.

Antes da realização do evento de CS:GO patrocinado pela Valve, os organizadores de torneio, equipas e jogadores necessitam de confirmar que não existe qualquer conflito de interesse em vigor e, caso o haja, detalhar de que forma é que os mesmos existem e trabalhar para os resolver. Relativamente ao direitos de Media que geraram alguma polémica no passado Major organizado pela StarLadder (DMCAs foram preenchidos na Twitch contra streamers influentes que estavam a transmitir o major), a Valve deu razão à StarLadder e afirmou que o organizador de um Major foi sempre o único a ter a licença para transmitir um Major.


As transmissões do Major pertencem unicamente ao seu organizador, modelo diferente do aplicado no DOTA 2. (Foto por HLTV.org)

Ainda sobre o tópico, a Valve afirma que na conduta do organizador do torneio preve-se que o mesmo seja inclusivo e trabalhe juntamente com diferentes streamers para que haja a possibilidade da comunidade ter acesso a conteúdo alternativo e transmissões em várias línguas conforme preferência. Os interessados em fazer stream de um Major devem entrar em contacto com o organizador do mesmo com bastante antecedência para ser possível assegurar uma boa experiência para todos os envolvidos.

Mais detalhes relativamente ao conflito de interesse podem ser lidos no último tópico do comunicado oficial da Valve aqui.



 
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