zlynx: "A comunidade é um reflexo das pessoas no topo"

Figura incontornável do Counter-Strike nacional, tivemos recentemente a oportunidade de estar à conversa com o Ricardo "zlynx" Matos, antigo jogador e capitão dos OFFSET com os quais conquistou diversos títulos.

Conhecido por ser mais reservado que outros elementos no cenário, o IGL português abriu pela primeira vez o livro e falou abertamente sobre os últimos dois anos e meio que passou nos OFFSET, os bastidores e abordando também o passado, presente e futuro na sua carreira.

Nesta extensa entrevista com o jogador de 26 anos são apontadas razões para o insucesso de alguns projetos na organização, é abordada a polémica gerada na LPCS com a televisão, olha-se ao problema dos IGLs em Portugal entre outros temas como a prestação dos sAw, a comunidade nacional e o que se segue para o próprio.

 

zlynx abriu o livro sobre diversos temas e polémicas que o envolveram nos últimos anos.


Fraglíder: Depois de passagens em Portugal por K1CK e Alientech, chegaste aos OFFSET no início de 2018 com um novo projeto que causou furor mas que terminou passado meio ano com 4 finais duras perdidas na MLP I, Eurogamer Summer fest e nos qualificadores para o Moche XL Esports e DH Valência. Mais tarde, acabaram por voltar a ter um lineup semelhante, com obj no lugar de rizz. Existem arrependimentos por não teres dado continuidade à 1ª equipa?

zlynx: Não. Na altura, eu e o JUST acreditamos que era o melhor para todos e como tal não tenho arrependimentos apesar das coisas não terem no fim corrido da forma que eu gostaria. Quando estávamos nos Alientech, ganhamos tudo em Portugal e queríamos dar continuidade ao projeto e tentar fazer algo mais lá fora.

Infelizmente, houve alguns jogadores que, no final do ano quando já tínhamos tudo acertado para continuarmos juntos, decidiram sair da equipa. Ficamos eu e o JUST de parte sem saber muito bem aquilo que íamos fazer e, embora tambem tenhamos recebido propostas de Espanha, decidimos montar um projecto novo nosso que foi apresentado às várias organizações portuguesas com quem estávamos em contacto.

Queríamos continuar a jogar em Portugal e as coisas já estavam alinhavadas com uma organização nacional, no entanto fomos surpreendidos pelas saídas do ZELIN, pizituh e obj e a verdade é que essas mesmas organizações já não acharam tanta piada à nova equipa, não acreditaram em nós apesar de eu ter afirmado que íamos continuar a ser competitivos na mesma.

Entretanto, apareceram os OFFSET que geraram no início alguma desconfiança por sabermos pouco deles. Depois dos contactos iniciais, vimos que era uma organização com bastante potencial apesar de nova e acabamos por aceitar a proposta que nos foi apresentada. Começamos logo muito bem, com bootcamps frequentes, fomos os cinco para Viana do Castelo passar duas semanas a treinar dia e noite.

Quando começaram as competições, diga-se sem grande oposição porque a maior parte dos jogadores rumou a Espanha, conseguimos ir alcançando vitórias nos diversos torneios até chegar a reta final da temporada onde apanhamos adversários mais complicados.

Apesar de nos termos batido bem contra equipas como Movistar Riders e Giants nas finais dos qualificadores para o Moche XL Esports e DreamHack Open Valência, não foi suficiente. A reta final acabou por não ser tão má assim mas podíamos ter feito melhor e, a pensar nisso, surgiu a possibilidade de fazer novamente a equipa antiga.

Sempre gostei de ter um projeto no qual eu acreditava e confiava em todos os jogadores tal como tinha nos Alientech onde me sentia bastante bem, que tinha depositada em mim a confiança de todos os jogadores, que toda a gente me respeitava e seguia a minha liderança sem questionar as minhas opções.

O lineup em que me encontrava com o pr, rizz e stadodo já começava a ter uns pequenos atritos (nada por ai além) e algumas atitudes que na altura me deixaram a mim e ao JUST um pouco de pé atras com alguns jogadores.

Com os resultados (que não foram maus mas não eram tambem o que queríamos), com as pressões de fora que na altura todos os dias me era perguntado quando é que voltavamos a montar a antiga equipa e, por fim, com o desconforto interno causado por tudo isso nos jogadores acabamos por arriscar e levar o mesmo para a frente pois acreditávamos naquele momento que era o melhor para todos, falamos com os OFFSET que concordaram e tivemos luz verde.

 

pr com os Alientech nas finais da Moche LPGO onde deu nas vistas.


Fraglíder: Em Portugal, foste responsável pelo lançamento de novos talentos como o pr, jogador que foi chamado para substituir temporariamente o pizituh nas finais da Moche LPGO nos Alientech e que acabou por ser aposta tua na formação da nova equipa em 2018, dando o salto para a ribalta. Qual foi a principal característica que te levou a apostar nele?

zlynx: Nas finais da Moche LPGO, o pizituh teve exame de especialidade numa quinta feira e não podia jogar conosco o início da competição. A necessitar de um jogador apenas para fazer um jogo, fomos falando entre nós para ver que opções tínhamos em cima da mesa. Recordo-me que até era o ZELIN quem conhecia melhor o pr, não sei se era de jogar nas FACEITs ou algo do género e disse que tinha um miúdo que dava muita bala e que podiamos experimentar falar com ele.

Mesmo sendo apenas para jogar na 5ª feira, o pr mostrou-se interessado e os Alientech até acabaram por concordar em arranjar estadia para ele ficar mais uns dias conosco. O pr substituiu o pizituh, foi a Lisboa conosco, jogou bem nas partidas e o ambiente também foi engraçado, aquelas coisas que se passam mais no seio da equipa nos bastidores, entrosou-se bem.

Achamos piada ao rapaz, nós brincamos com ele, ele brincou conosco e criou-se aí uma pequena relação. No início de 2018 aquando da formação do novo projeto decidimos optar pelo pr, maioritariamente pelo nível demonstrado.


Fraglíder: Na 2ª metade de 2018, os jogadores da tua antiga equipa regressaram do cenário espanhol e decidiram reunir novamente os ex-Alientech que em finais de 2017 dominaram a nível nacional e que deixaram boas indicações nas participações lá fora. Com as condições que desejavam, a vossa prestação acabou por não corresponder às expectativas criadas. Olhando para trás, o que faltou na tua opinião para terem outro tipo de resultados?

zlynx: Basicamente, o projeto e a equipa que eu senti que podia evoluir mais e alcançar resultados lá fora voltou, aquela na qual eu depositava mais confiança. No entanto, acabaram por aparecer vários problemas a nível de contratos. Quando começamos a falar entre nós para refazer a equipa, todos os jogadores afirmavam que as coisas iam andar para a frente, que não existiam problemas nenhuns junto das suas organizações, que podiam sair dos contratos sem empecilhos e complicações, que tudo se ia resolver no máximo de um mês para ficar tudo tratado e começarmos a treinar.

O que acabou por se verificar foi exatamente o oposto. Posso dizer que o ZELIN, para sair dos KPI e assinar pelos OFFSET, penso que foi desde Junho até finais de Outubro que estivemos a aguardar para ele poder ficar livre e assinar com os OFFSET. Parecendo que não, isso gerou sempre muitos stress e condicionou a equipa desde o início. Problemas da organização e a nível de contratos retiraram-nos muito tempo, não nos foi possível treinar nem estar focados e os resultados acabaram por ficar aquém do esperado devido a esta situação.

O próprio obj esteve cerca de 2/3 meses para resolver com os Giants. No fim, os problemas dos contratos, o facto de sentir que não estávamos todos focados no mesmo objectivo e também problemas nas vidas pessoais de alguns jogadores foi o que impediu que o regresso da equipa tivesse o desfecho que todos gostaríamos.

 

O regresso dos ex-Alientech não correspondeu às expectativas criadas em torno dos mesmos.


Fraglíder: Enquanto capitão e IGL, sempre foste um dos jogadores mais respeitados a nível nacional ao longo dos anos. No entanto, o dia 31 de Janeiro de 2019 marcou para sempre a tua imagem com os acontecimentos da LPCS no jogo frente aos K1CK, gerando críticas duras de figuras com relevo na comunidade e manchando de certa forma o teu legado. De que forma viveste esse momento e que impacto teve na tua vida pessoal e carreira de Esports?

zlynx: Na altura, não vi e ainda hoje não vejo qualquer problema relativamente ao que se passou, acho que é algo completamente normal. Qualquer equipa com as condições que nós tínhamos, opta pelo mesmo e as pessoas não têm bem noção daquilo que dizem. Há uns anos atrás, eu dizia que a comunidade é um reflexo das pessoas que estão no topo.

Quando essas pessoas que estão no topo possuem personalidades duvidosas, é normal que a comunidade acabe por ser assim. No passado, muita gente à frente da comunidade era atrasada e depois notava-se que a própria comunidade era atrasada. Não estou a falar só sobre jogadores mas tudo o que está à volta e que dá a cara, não dando muitas vezes a mesma da melhor forma - a comunidade reflete-se naquilo que as pessoas falam e a realidade é essa.

Quando a polémica estourou, a reação da própria comunidade foi completamente de deitar abaixo e ainda hoje não percebo o porquê uma vez que não vejo qualquer problema em estar a ver uma transmissão enquanto estás a jogar. Sem atraso, era uma coisa. No entanto tens o atraso da própria transmissão que é o que for mais o da GOTV que são outros 90 segundos, não estás ali a ver as posições dos jogadores, não estás a ver nada de especial, estás a ver duas ou três rondas de atraso enquanto jogas.

Não é streamsnipe ou o quer que queiras chamar e muito menos é algo que possas controlar porque sendo competições online qualquer pessoa/jogador o pode fazer. As pessoas que ficam todas ofendidas com isso ou são estúpidas ou são hipócritas, pois apenas querem deitar abaixo quando fazem coisas iguais ou bem piores...

A única coisa que retiras é o porquê de teres perdido uma ronda, algo que podes não ter percebido enquanto estavas a jogar, tipo uma flash falhada ou num mau timing, uma smoke, etc.. Naquela equipa, estava a fazer em simultâneo os pápeis de jogador e de treinador e, para mim, dá muito mais jeito poder analisar ali na hora, de uma perspectiva diferente, o que correu mal para tentar corrigir no momento. Não considero que seja o que as pessoas falam, acho algo normal e se virem transmissões de bootcamps, basta olhar para o treinador e muitas vezes o próprio vai estar a assistir à transmissão oficial.

Existem vários exemplos disso tais como os Movistar Riders quando faziam aquelas transmissões em direto do Bootcamp de provas em que os treinadores não eram permitidos nos servidores, estando o mesmo a ver a transmissão e a comunicar com a equipa. Ninguém disse nada, ninguém comentou, os portugueses estiveram todos calados. Simplesmente ali, como era eu e às vezes o sucesso de alguns faz comichão a outros, as pessoas tentaram denegrir a minha imagem e acabaram por conseguir fazê-lo, não sei porquê.

Nunca tive problemas com ninguém, estive sempre no meu canto, as pessoas não me conhecem porque não me dou tanto a nível público e acabaram por ter uma impressão negativa de mim por causa disso. O que aconteceu, aconteceu e não há mais nada a dizer sobre isso.

 

"Como era eu e o sucesso de alguns faz comichão a outros, as pessoas tentaram denegrir a minha imagem e acabaram por conseguir fazê-lo."


Fraglíder: Com os regressos de stadodo e pr em 2019 voltaram a uma fórmula vencedora, somando diversos títulos cujo ponto alto acabou por ser a conquista inédita da MLP que vos deu acesso ao Moche XL Esports. O que significou para ti essa vitória na tua carreira, tendo em conta os acontecimentos anteriores e as críticas feitas à tua pessoa?

zlynx: Ao ir buscar o stadodo e o pr, mudamos novamente o chip da equipa. Nos ex-Alientech que se formaram nos OFFSET, senti que as mentalidades não estavam todas alinhadas - enquanto uns jogadores procuravam treinar e melhorar, outros estavam focados noutras coisas - resumidamente, não estávamos todos a remar para o mesmo lado, focados na vitória e em treinar.

Com os regressos do stadodo e o pr, a mentalidade voltou a ser a mesma e só a vitória nos interessava, retomando outro ritmo de treino com o qual voltaram a aparecer os resultados. O culminar da vitória na Master League Portugal acabou por se traduzir numa situação agridoce. Após ter perdido no ano anterior naquele palco, voltamos e vencemos desta vez, no entanto voltamos a jogar no mesmo dia e a prestação na XL acabou por nos deixar tristes em geral, sentimos que podíamos ter feito muito mais.

Não deu propriamente para sentir o gosto da vitória na MLP depois do que aconteceu na XL e da nossa eliminação.


Fraglíder: Pela 1ª vez desde o teu ingresso na organização, ficaste fora do lineup ativo em Setembro, mudança feita dias antes de uma final da LPCS que acabou por ser perdida. Em que consistiram as tuas funções enquanto Diretor Desportivo e como foi acompanhar um projeto montado por ti do lado de fora?

zlynx: Com o fim dos torneios, entramos numa fase de Verão em que o pessoal queria ir e estava de férias, acabando por surgir na altura um daqueles convites para torneios que aparecem na HLTV. Nem era para jogarmos mas acabamos por decidir participar uma vez que não tínhamos assim tantas chances de competir nesse tipo de torneios, aceitando o mesmo apesar de nos encontrarmos de férias.

Na semana em que jogamos, calhou de ficar doente, acabei a faltar a um ou dois jogos nos quais a equipa atuou com o RIZZ, apesar dos resultados não terem sido melhores a equipa começou a pensar e a debater a possibilidade de manter o RIZZ para o futuro. Sempre me senti bem com o fato das pessoas de fora não me apoiarem, não me fazia muita diferença. Gosto quando me apoiam e agradeço isso, no entanto se não o fizerem não me chateio muito.

Agora quando a minha própria equipa deixa de acreditar em mim e de me apoiar, sinto que não há mais condições para continuar e prefiro sair do que estar num projeto em que não se sentem bem ou não confiam nas minhas ideias. Falei com os OFFSET, que não queriam de todo a minha saída. Passamos a uma reunião geral onde se falou de tudo e todos deram os seus pontos de vista ficando uma divisão dos que queriam a minha permanência e dos que queriam a minha saída, sendo no final a minha decisão a que desempatava.

Optei então por sair pois sabia que se continuasse a partir daquele momento não teria confiança por parte de alguns membros em mim e vice-versa, e que se continuasse apenas iria piorar. Por todo o historial que tive e, penso que a minha maneira de trabalhar e de ser, a organização decidiu que eu iria continuar junto dela por termos uma relação muito próxima, sugerindo que eu acabasse a desempenhar novas funções.

Falou-se da possibilidade de passar a ser o Diretor Desportivo e, sem saber muito bem o que isso representava, acabei por aceitar. Passei a acompanhar a equipa, a tratar dos assuntos internos e externos, passando à direção os problemas e as necessidades da mesma. Se precisavam de uma deslocação para algum sitío ou de alojamento, era eu quem tratava e depois a organização só tinha de confirmar; se havia problemas, tentava resolver e só posteriormente comunicar para a direção não ter de se preocupar com isso.

Sendo sincero, não foi um papel assim tão forte porque depois da saída, as relações com a equipa deterioraram um bocado e acabei por não ter a influência que a organização gostaria que eu tivesse, acabando por perceber a meio do caminho que eram necessários ajustes e novas funções, acabando por entrar na parte das transmissões.

 

Uma das vitórias mais importantes da carreira do jogador acabou por se traduzir num sentimento agridoce.


Fraglíder: Nesse período em que desempenhaste novas funções, acabaste por ser presença frequente nas transmissões dos OFFSET com análises feitas aos oponentes antes dos jogos e comentários que foram apreciados na generalidade por quem seguiu as tuas streams. Essa experiência foi do teu agrado e algo que te vias a fazer potencialmente no futuro?

zlynx: Isto surgiu por não ter conseguido desempenhar bem o meu papel, digamos assim. Já estou cá há muitos anos e sempre coloquei de parte a minha vida pessoal, nunca conjuguei as duas coisas. Como era muito orientado e mais fechado no jogo, não estava muito tempo com a minha família e uma das formas da mesma me ir seguindo e estar mais perto de mim era acompanhar os jogos, interessar-se um pouco mais pelo meu mundo para tentar estar em contacto comigo, etc.

Algo do qual a mesma de queixava muito era, quando estava a ver os meus jogos, que as pessoas que estavam a comentar tinham uma linguagem menos própria e que não podiam ter uma televisão ligada na sala com crianças ou visitas devido à forma como os relatos eram feitos, causando algum desconforto. Ao surgir esta opção, eu disse que sim e tentei ter uma linguagem mais cuidada a pensar precisamente nisso, para que pessoas pudessem estar a assistir a uma partida em família sem problemas e sem que os pais pudessem apontar essa pessoa como uma má influência para os seus filhos.

A parte das análises surgiu naturalmente uma vez que eu já fazia as mesmas para a minha equipa e pensava no jogo coletivo, fazendo os planos. Quando as comecei a fazer para toda a gente, achei algo engraçado e é interessante as pessoas poderem assistir a uma partida e estar já a contar com aquilo que vai acontecer, perceberem um pouco mais do jogo. Não estarem apenas focados nos tiros mas terem também mais algum conhecimento sobre a parte tática, algo que falta em Portugal.

Nunca apostei em fazer planos de jogo na transmissão dos OFFSET para evitar que a equipa fosse alvo de comentários negativos caso não optasse pela mesma decisão e as coisas corressem menos bem, principalmente porque é sempre mais fácil de ver para quem está do lado de fora.

Tentei não entrar por aí porque representava a organização e não queria que a equipa sofresse aquilo que eu ia sofrendo nos 3 ou 4 meses anteriores mas sim focar-me num aspeto tático mais superficial que desse a entender aos espectadores durante o jogo aquilo que se estava a passar e para que eles próprios pudessem chegar as suas próprias ideias/conclusões.

Acredito que foi uma experiência interessante com transmissões de qualidade, as pessoas quando apareciam no chat iam gostando do que se estava a fazer.

 

"Acabou por ser tudo ao contrário. O projecto montado tinha um IGL e um treinador com visões de jogo completamente distintas"


Fraglíder: O fim de uma das equipas com maior sucesso na história da organização viu-te regressar aos servidores para competir em 2020, não contando com a companhia de JUST que foi sempre uma das tuas escolhas para formar equipas. Esse regresso acabou por não ser feliz numa projeto que se revelou instável e com resultados desapontantes para o historial. Qual consideras ter sido o factor decisivo para o mesmo ter falhado?

zlynx: O meu regresso aos servidores começou a ser planeado nos finais de 2019 e, como tu próprio disseste, o JUST foi sempre uma das minhas escolhas e é uma espécie de braço direito que me vinha acompanhado nos momentos mais complicados mas também nos mais felizes. Falamos, estávamos em concordância e começamos a ver soluções para um novo projecto quer fosse dentro ou fora dos OFFSET pois ambos contratos terminavam no final do ano.

Entretanto e enquanto ia estudando as opções que havia o JUST recebeu o convite dos sAw e decidiu aceitar, falamos sobre isso e respeitei a decisão dele pois não tínhamos nada certo e a equipa dos sAw no papel era forte, o que se veio a confirmar também dentro do servidor. Ficando sem o JUST, o projecto acabou por sair um pouco do meu controlo e passei antes a ouvir ofertas. Fui ouvindo as propostas que tinha e, obviamente por todo o historial e relação próxima, os OFFSET foram sempre a minha prioridade e acabei por aceitar entrar no projecto que a estrutura estava a montar.

Foi a primeira vez desde o tempo dos xfunction/Panthers que entrei para um projecto que não fora formado por mim. Até então tinha competido praticamente sempre em projectos meus nos quais escolhia as equipas, os jogadores, quem saía, quem entrava, tudo.

O projecto parecia no papel mais um passo no profissionalismo dos Esports em Portugal, mais força da organização na montagem da equipa, mais poder para a estrutura técnica de equipa e menos responsabilidades em cima dos jogadores. Acabou por ser tudo ao contrário, o projecto montado tinha um IGL e um treinador com visões de jogo completamente distintas, concordei em conversas com o departamento técnico desde o início em seguir a visão do treinador e jogar da forma que ele quisesse.

Começando então os treinos a meio de Janeiro com um bootcamp em Braga chegamos ao local não havia nada planeado para treinarmos e mais uma vez tentei assumir o projecto e levar as coisas para frente. Mas houve sempre uma divisão interna nos jogadores, os que achavam que deveríamos jogar da maneira que o treinador queria, embora ele nunca a tenha apresentado no seio da equipa, e os que concordavam que deveriam dar-me o poder de decisão e jogar da maneira que queria pois era a única que no final era apresentada de forma concreta à equipa.

Tudo isto levou a que o projecto descambasse em poucas semanas pois as divisões internas e atritos que existiam do passado entre alguns jogadores não permitiram que a equipa se unisse e avançasse. Um ultimato feito à direção por elementos resultou na divisão da equipa passado umas semanas. Apanhados de surpresa, foi-nos comunicado que tínhamos de encontrar novos jogadores já com a época praticamente a começar e andamos 3 dias juntamente com a estrutura técnica dos OFFSET a tentar arranjar novas soluções para manter a equipa competitiva; optamos então por nos virar para Espanha onde fomos buscar o sc4rx e o drifking.

Com uma equipa completamente nova a poucos dias de jogos oficiais acabamos por entrar para as competições todas sem estrutura alguma e com um nível de comunicação ainda bastante baixo pois o meu portunhol ainda não estava ao nível exigido para a competição. Os resultados demoraram a aparecer, fomos tendo quebras de forma, a própria pandemia que nos impossibilitou de fazer qualquer bootcamp e a dificuldade na comunicação fez com que alterássemos de IGL duas ou tres vezes dentro da equipa. No fim penso que estávamos a começar a encontrar o nosso caminho, embora talvez já tarde demais.

 

"No fim penso que estávamos a começar a encontrar o nosso caminho, embora talvez já tarde demais."


Fraglíder: Desde 2019, os OFFSET passaram a contar com a presença de um psicólogo ao serviço dos jogadores, algo que começa a ser comum no estrangeiro. Essa introdução foi algo benéfico para vós? Como eram desenvolvidas as interações psicólogo-equipa e de que forma avalias a sua participação? A informação fornecida ajudou-te a melhorar algum aspecto enquanto jogador e coletivo?

zlynx: A introdução do psicólogo veio nesse seguimento de mais profissionalismo da organização, infelizmente nem todos os jogadores estavam abertos a essa ajuda de fora, foram colocando problemas e olhando de lado ao serviço que nos era prestado. Lembro-me logo no início do ano que tivemos testes médicos, contamos com a presença de um nutricionista para ajudar no nosso rendimento, tivemos também o psicólogo a tentar ajudar e para mim até acabou por ser uma ajuda benéfica.

Foi lá que eu descobri que tinha um problema de visão e que precisava de usar uns óculos específicos para lidar e retificar esse problema, em nada relacionado com ver mal ao perto ou mal ou longe. Se não tivesse feito esses testes médicos, nunca na vida saberia que tinha essa condição e foi algo que a adição do psicólogo trouxe. A nível psicológico e no que diz respeito a tratamentos, tentou ajudar-nos por diversas vezes, mesmo a montar os treinos porque não era um daqueles psicólogos normais que vai lá tratar dos teus problemas, é um especializado em alto rendimento no desporto.

Ele tinha várias estratégias retiradas de desportos tradicionais que realmente encaixavam também nos Esports, acabando por optar por alguns métodos que acabaram por não resultar naquela equipa porque tínhamos diversas opiniões, visões diferentes e, lá para o fim, alguns atritos entre jogadores. A entrada do psicólogo acabou por não ter grande impacto mas ele tinha bastantes coisas que eram realmente interessantes e que podiam ter feito alguma diferença caso tivessem sido respeitadas.

Simplesmente, considero que foi um trabalho interessante mas que acabou por não ser bem desenvolvido, metendo-se entretanto a situação da pandemia que complicou a componente presencial de um psicólogo e que limitou o impacto que o mesmo podia ter. Gostaria de ter tido essa presença em projectos anteriores, penso que nos poderia ter transportado para outros níveis fosse nos Panthers/K1CK, nos Alientech ou mesmo nos OFFSET de 2019.

 

"Infelizmente nem todos os jogadores estavam abertos a essa ajuda de fora, foram colocando problemas e olhando de lado ao serviço que nos era prestado" (Foto por OFFSET)


Fraglíder: Neste último mês, terminaste uma ligação de 29 meses ao projeto dos OFFSET. Como foi para ti essa despedida e quais foram os principais aspectos positivos que tiraste desta experiência?

zlynx: Foi uma experiência espetacular, uma organização que apareceu quando eu mais precisava dela. Na altura em que os Alientech se separaram, eu e o JUST também chegamos a receber propostas de Espanha em que nos pagavam mais mas que sabíamos tratar-se de um projeto sem futuro que é o que aconteceu à maioria deles, formados entre portugueses e espanhóis na altura.

Decidimos continuar com equipas portuguesas, algo que sabíamos conseguir aguentar durante mais tempo, surgindo do nada os OFFSET. As próprias organizações com as quais falamos para acolher o antigo projeto dos Alientech deitaram-nos abaixo, disseram que não nos queriam ou já não ofereciam os mesmos valores que pedimos anteriormente.

Nos Alientech estávamos perto do profissionalismo, quando negociamos com partes interessadas já se estava a falar de valores profissionais só que as saídas do ZELIN, pizituh e obj para Espanha levaram a que perdessemos essas oportunidades de contrato junto das organizações portuguesas, ficando a nossa única opção no estrangeiro.

A proposta que os OFFSET nos fizeram era perto do profissionalismo também, era uma organização nacional, equipa portuguesa e demos um salto de fé, sendo realmente a melhor coisa que podíamos ter feito. Sempre fui muito bem tratado, ajudaram-me em tudo aquilo que foi preciso, muitas vezes eu e outros jogadores tivemos atitudes que não eram as mais corretas para aquilo que a organização nos dava e, mesmo assim, eles continuaram a ser 100% corretos connosco.

Sentia-me bastante bem, tinha uma relação espetacular com todos dentro da estrutura e foram dois anos e meio de muitas conquistas, derrotas difíceis, alguns momentos maus mas a maior parte deles bons, muito bons. Foi verdadeiramente espetacular e estou agradecido por tudo aquilo que os OFFSET fizeram por mim. Quando quis refazer a antiga equipa dos Alientech, ficaram do meu lado e quiseram continuar a contar comigo.

Quando os ex-Alientech não conseguiram produzir os resultados esperados, mantiveram-se do meu lado e apostaram na continuidade, montei um projeto novo apoiaram-me. Houve a divisão da equipa e decidiram manter-me. Chegou o início do ano com um novo projecto e pensaram logo em mim, houve o ultimato e mais uma vez apoiaram-me. Sempre me apoiaram e eu fui dando tudo por eles tambem.

Uma relação espetacular, sempre foram corretos comigo, correspondi com aquilo que me iam pedindo dentro e fora do servidor até este ano em que infelizmente não consegui dar a volta à situação e acaba por terminar naturalmente, mas a amizade e o sentimento de gratidão mantém-se.

Esta situação da pandemia acabou por afetar toda a gente e senti pessoalmente que fui muito abaixo com tudo isto, não puder ir para Braga, ter de estar mais em casa, etc.. acabou por ser algo bastante complicado e deixei-me ir abaixo com tudo isto.

A nossa ligação infelizmente acabou, acho que era esperado uma vez que eu próprio e a equipa não estava a render aquilo que era suposto, mesmo como IGL que era uma função que já não me pertencia. Continuava a ter um papel importante dentro da equipa a nível tático com as calls mas já não era quem tratava dos planos.

 

"Ainda falo com o JUST e continuo a ter uma amizade muito grande com ele, para mim continua a ser o meu irmãozinho mais novo"


Fraglíder: Ao longo de 2020, dois antigos companheiros de equipa teus têm levado o cenário português a um novo patamar enquanto elementos dos sAw, projeto que dominou a nível ibérico a 1ª metade e que está bem lançado a nível internacional. Que avaliação fazes dos seus feitos até agora para o desenvolvimento do CS:GO português? Ainda manténs contacto com algum dos jogadores?

zlynx: Os sAw estão a produzir bons resultados, acho que até são os melhores de sempre a nível nacional, curioso que seja com esta equipa. Estão a fazer os melhores resultados, estão a jogar bem, estão a treinar bem e há que lhes dar os parabéns por tudo aquilo que estão a conseguir fazer.

Estão a ser capazes de se manter unidos, não tem saído muita coisa cá para fora do que se passa lá dentro e isso também é positivo, algo que acontecia muito nas equipas anteriores de todos aqueles jogadores. Ou seja, sempre passava muita coisa cá para fora de problemas e atritos que se passavam lá dentro.

Espero que continuem assim e que, se algum dia eventualmente começarem a aparecer as derrotas ou que as coisas não estejam a correr assim tão bem, que se mantenham unidos nesse período e que continuem a somar conquistas porque, no estado atual deste cenário, não vejo mais ninguém capaz de conseguir estes resultados senão eles. Ainda mantenho contacto com o JUST mas, quando estou numa equipa, foco-me muito mais nela e fecho-me um bocado logo não tenho tido uma comunicação tão aberta como antes.

Nós falávamos os dois quase todos os dias e agora é mais esporádico mas sim, ainda falo com o JUST e continuo a ter uma amizade muito grande com ele, para mim continua a ser o meu irmãozinho mais novo.

 

"Os IGLs tradicionais estavam a começar a transição para treinadores (...) penso que apenas os sAw conseguem ter isso bem otimizado neste momento"


Fraglíder: Um dos tópicos mais relevantes hoje em dia na comunidade portuguesa com a retirada de alguns jogadores é a ausência de IGLs e capitães no nosso cenário, sendo a maioria dos callers adaptados ou com um nível mais baixo face à exigência necessária. Que razões apontas para este fenómeno e qual a melhor maneira de fazer surgir novos IGLs para o futuro competitivo?

zlynx: Aí voltamos um bocado à situação que eu referi, da comunidade ser um reflexo das pessoas que estão à frente dela e as mesmas serem alguém que não respeita o trabalho dos IGLs, acabando por se verificar também na comunidade. Muitas vezes, o IGL é aquela pessoa que se dedica a 300% ao jogo coletivo enquanto que os restantes jogadores focam-se apenas no seu jogo.

Acaba por ser inglório, para um IGL que faz tudo nos bastidores, depois ser criticado e ver os jogadores que em diversas ocasiões não mexem uma palha para a equipa serem considerados os heróis. Eu nunca senti isso, por acaso em todas as equipas que tive até essa situação da transmissão senti que a comunidade me respeitava enquanto IGL, que todos os meus colegas de equipa respeitavam o meu trabalho. Cheguei a ter jogos muito bons em que as pessoas realçavam isso, às vezes acontecia o contrário e não se passava nada e era apenas mais um jogador como os outros.

A partir dessa situação, levei um bocado com aquilo que todos os outros IGLs levam que são críticas descomunais quando muitas vezes é essa pessoa que tenta fazer que a sua equipa ande para a frente enquanto os outros elementos são apontados às melhores equipas porque tem de lá estar, etc. Esses jogadores conseguem em ocasiões ser os responsáveis por impedir que um quinteto faça progressos, no entanto os sacrificados nas equipas são sempre os mesmos.

A razão para não haver IGLs em Portugal é mesmo essa, nem toda a gente gosta de ser espezinhada depois de dar o litro, derramar suor, sangue e lágrimas por um projeto e depois ser constantemente bombardeado com comentários negativos, ocasionalmente até da própria equipa e dos seus colegas, é muito inglório e não é qualquer um que consegue aguentar. Durante quase toda a minha carreira não passei por isso, estive ao lado de jogadores que foram corretos comigo até muito recentemente, e também eu próprio sofro agora com isso.

Não é fácil ser IGL em Portugal, é necessário trocar mentalidades se queremos que mais apareçam futuramente no cenário. O pessoal de fora fala mas não sabe na maioria dos casos aquilo que verdadeiramente se passa lá dentro quando às vezes devia era estar calado. Costuma-se dizer que quem está de fora, racha lenha. A comunidade devia apoiar e, quando querem criticar, que o façam de forma construtiva e não destrutiva, parando com os comentários estúpidos feitos em todas as partidas portuguesas.

Quando estão a jogar bem são os maiores do mundo e quando não estão, a culpa é sempre de um ou dois e são esses jogadores que necessitam de ser retirados. Algumas dessas trocas acabam por acontecer, vou seguindo o cenário e muitas equipas até chegam a trocar para pior na minha opinião. Peço que parem com isso, se é para criticar, que o façam com modos e que deixem simplesmente de deitar cá para fora coisas sem nexo.

É o cenário que temos, o chat da Twitch é propício a isso e faz-me lembrar os jogos de futebol, vou muitas vezes ao estádio e não gosto de estar acompanhado por fanáticos que comentam tudo à volta deles e num espaço de 10 minutos, conseguem dizer que um jogador não vale nada e depois que é o melhor da equipa.

É algo que acaba por acontecer em todo o lado, a diferença é que nos Esports esse contacto é feito muito mais próximo de ti. Obviamente, quando jogas a nível profissional tens que ser alheio a todos os comentários atrasados e sem nexo, mas nem sempre é facil e no fim de contas, és humano. Também nos últimos meses me dava a sensação que os IGLs tradicionais estavam a começar a transição para treinadores mas não sei se a longo prazo as coisas se irão manter assim.

Penso que os IGLs sempre foram importantes dentro do jogo e que o continuarão a ser, embora com mais tarefas repartidas com os seus respectivos treinadores. Em Portugal, penso que apenas os sAw conseguem ter isso bem otimizado neste momento. Gostava que a comunidade fosse um bocado mais unida e correta mas acho que isso nunca vai ser possível e que vamos sempre continuar com um problema de IGLs.

 

"Não é fácil ser IGL em Portugal, é necessário trocar mentalidades se queremos que mais apareçam futuramente no cenário."


Fraglíder: Muitos jogadores mais experientes acabam por voltar ao cenário com uma transição efetuada para analista e treinador, no entanto ambos são papéis que tu nunca equacionaste fazer na tua carreira até agora. Acreditas que é algo que não encaixe com a tua personalidade ou há algo mais por detrás dessa opção?

zlynx: Como treinador, numa equipa portuguesa... não vou dizer que é impossível por causa do "nunca digas nunca" mas, se optasse por ser um treinador, preferia orientar uma equipa estrangeira do que uma nacional. A minha opinião enquanto analista acaba por ser a mesma, a fazê-lo em Portugal preferia que fosse uma coisa mais minha, montando por exemplo um projeto próprio em stream.


Fraglíder: Neste momento, és um jogador livre de contrato e com todo um futuro em aberto. Existe alguma coisa planeada no teu horizonte como jogador? Em algum momento já equacionaste pendurar o rato?

zlynx: Neste momento estou livre, tive algumas conversas com jogadores com quem me sinto bem para formar uma nova equipa mas, olhando bem às opções que estavam em cima da mesa, não fiquei convencido e não me acendeu aquela chama.

Este período da pandemia deixou-me em baixo e, para me sentir bem, tinha de ter em mãos um projeto que me acendesse aquela chama de querer dar tudo. Estivemos sentados e a tentar ver o que se podia arranjar mas não me puxou nem convenceu, deixei andar um bocado para ver o que acontecia.

Tenho estado mais fora, aproveitando para tirar umas férias. Sempre que me foco em alguma coisa, deixo tudo o resto de parte e aproveitei pela 1ª vez, nos últimos 10 anos, para estar e passar mais tempo com as pessoas que me são mais próximas.

Deixei o jogo um pouco de parte e ainda não sei muito bem aquilo que vou fazer a seguir, ainda tenho várias opções em aberto. Aquela para que estou mais inclinado para já é simplesmente não me comprometer com nada e investir no meu pessoal, acompanhar mais o cenário internacional e procurar reinventar o meu jogo porque realmente estou a necessitar de algumas ideias novas, tirar aqui uns meses para me dedicar a isso.

Outra possibilidade na qual pensei foi fazer a transição para o VALORANT, um jogo ao qual até achei piada ao início mas que nem tenho tocado nos últimos tempos. E também é possível que, a qualquer momento, simplesmente deixe de jogar e decida focar-me no mundo fora dos Esports.

Mesmo a nível de stream, já me ocorreu apostar na criação de contéudo e criar algo diferente do que já existe mas neste momento ainda não sei em concreto aquilo que quero fazer - estou a aproveitar as férias, o Verão e eventualmente, daqui a umas semanas/meses teremos novidades relativamente ao meu futuro.

 

O canto de memórias e conquistas de zlynx no Counter-Strike. (Clicar nas imagens para ampliar)


Fraglíder: Tens algumas palavras finais que queiras deixar à comunidade ou a quem te segue?

zlynx: Quero agradecer a todas as pessoas que me foram apoiando até hoje, houve algumas que sempre foram dar uma palavra quando as coisas corriam bem e quando corriam mal, deixavam mensagem por PM no Instagram, Facebook, etc...

Recebi muitas palavras de incentivo mesmo quando as coisas estavam muito mal e quero agradecer a esses que estiveram sempre do meu lado. Deixar uma palavra à comunidade para que as pessoas que estão de fora e as que estão no topo, sejam jogadores, influenciadores ou organizações, que necessitam de ter um papel educativo e não apenas de entretenimento, sendo o ideal ter ambos.

Peço desculpa também porque nos últimos meses realmente deixei as redes sociais de fora e as pessoas deixaram de ter noção do que se passava comigo, desliguei-me um bocado e perdi o contacto com os meus seguidores pelo qual peço desculpa. Não sei quando ou se irei voltar a ter mais contacto, mas penso que brevemente irei dizer alguma coisa e informar sobre possíveis planos futuros.

Fraglíder: Obrigado zlynx pelo tempo dispendido para esta entrevista e desejamos a melhor das sortes no teu futuro pessoal e profissional.

zlynx: Obrigado kazac e Fraglíder pelo convite feito e interesse demonstrado. Continuação de um bom dia e de bom trabalho. Até à próxima!




 

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