6 aspetos a ter em conta nesta Master League Portugal

A ESC Online Master League Portugal está muito próxima do pontapé de saída, com Baecon e SAW a abrirem as hostilidades desta sétima edição daquela que será a liga mais importante do cenário português de CS:GO.

O FRAGlíder abordou aqueles que achamos ser os principais enredos por de trás desta competição. Além da taça e do prémio monetário, a MLP irá oferecer vagas no RTP Arena Cup, competição ibérica que vai escolher um representante para o BLAST Premier Fall Showdown.

Podes acompanhar a cobertura da Master League Portugal aqui.

Um formato que não deixa ninguém a perder




A sétima edição da Master League Portugal trouxe novidades, oferecendo vagas para o RTP Arena Cup, mas sobretudo em relação ao formato. Aquele formato "velhinho" semelhante a uma liga tradicional, onde as equipas jogam todas umas contra as outras, caiu para dar lugar a três fases

Os oito participantes foram assim divididos entre dois grupos, relembrando que todas as partidas são disputadas à melhor de 3 mapas, onde os vencedores de cada grupo avançam diretamente para os playoffs da competição.

Esta mudança é importante para equipas como SAW, OFFSET e eXploit, que têm tido um calendário mais preenchido com competições como a Spring Sweet Spring, ESEA etc. O capitão dos SAW, Christopher "MUTiRiS" Fernandes, salientou isso quando foi questionado sobre a alteração do formato.


Um formato mais competitivo para quem joga e quem assiste.

A E2Tech não se esqueceu das restantes equipas e sendo assim adicionou duas fases intermediárias para decidir as últimas duas vagas para as finais. Em primeiro lugar teremos o ‘Shoot-out’, um grupo de repescagem que vai juntar as últimas duas equipas de cada grupo e onde se vão decidir os primeiros eliminados da competição.

Quem conseguir sobreviver ao Shoot-out irá decidir as duas vagas no Play-in contra os segundos classificados da primeira fase de grupos.

Com este novo formato a organização da Master League Portugal parece resolver o problema de não ocupar muito tempo às melhores equipas, todos os jogos passam a ter um grande peso na competição e continua a oferecer uma boa quantidade de partidas para quem assiste. 

Armas da Baecon para defender o título




Os Baecon entraram em 2021 mudando por completo o rumo do projeto de CS:GO. As negociações com aquela que seria a nova equipa, liderada por Francisco "emp" Vaz, não conseguiram chegar a acordo com a organização portuguesa, nem outra casa. O jogador português alegou que as propostas que recebeu não traduziam o esforço e as horas de trabalho necessárias para se manter em competição.

O projeto de emp para 2021 acabou por não avançar, com o jogador português a decidir retirar-se da equação. Outros membros da equipa acabaram por se juntar aos eXploit, e João "KillDreaM" Ferreira, recém chegado ao projeto, transitou para o VALORANT, temporariamente.

Pouco tempo depois de o projeto se ter dissolvido, o CEO da Baecon, em entrevista à RTP Arena, falou do momento difícil que a organização atravessava, muito devido à pandemia, e revelou que para 2021 a organização iria optar por um modelo diferente, promovendo a equipa 4Gaming à divisão principal.


Ao fim do primeiro trimestre os resultados deste novo projeto da organização portuguesa não têm sido os melhores, terminando entre as 12 melhores equipas do SAW Rafael Pais Series 3 e falhando a entrada na segunda temporada do circuito Retake, assim como na ESL Masters IX.

Desde o início do ano ocorreram 3 alterações na equipa principal da Baecon. Recentemente foram Daniel "sp1kz" Leonardo e Filipe "dronzz" Medeiros que passaram para o banco, colmatando as duas vagas com Rúben "f0rz" Bessa e Ricardo "Lr0zin" Louro.

Este quinteto irá abrir a temporada da Master League Portugal contra os SAW. As duas equipas já se encontraram por duas vezes em qualificadores abertos para o Flashpoint 3, onde acabaram por sair derrotados em ambas as partidas.

A defesa do título parece difícil para os Baecon, mas em que posição irá terminar o atual campeão da MLP?

SAW em busca de esquecer o desaire da 6ª temporada




Os SAW regressam para a sua terceira temporada na competição, e querem colocar atrás das costas a malapata que os levou terminar no top 4 da edição passada.

Até ao momento a 30ª melhor equipa do mundo, segundo o HLTV.org, venceu duas vezes a fase regular, mas só conseguiu vencer a Master League uma vez, assim sendo a formação ibérica quer voltar a levantar o troféu mais importante do cenário nacional de CS:GO.

O ano de 2020 foi de grandes conquistas para o lineup de Christopher "MUTiRiS" Fernandes, mas 2021 não tem sido o melhor. No cenário ibérico os SAW continuam a ser uma das grandes potências competitivas, cimentando esta posição após vencer o LVP Unity Cup frente aos Movistar Riders, no entanto nas competições internacionais a equipa ainda não se conseguiu estabelecer no lote mais restrito.


SAW voltam a partir como favoritos.

No BLAST Premier Spring Showdown a equipa portuguesa não se demonstrou na melhor forma, que se traduziu numa série pouco competitiva frente aos Heroic. Na mesma semana a organização portuguesa conseguiu chegar à grande final da ESEA Premier, mas na série decisiva voltou a escorregar e permitiu aos ex-Winstrike fugir com a vitória e o bilhete para para ESL Pro League 14.

É certo que em Portugal poucos são os que conseguem fazer frente aos SAW e depois do que aconteceu ao antigo projeto dos Baecon, a lista de equipas fica ainda mais reduzida.

Ainda assim existem os OFFSET, que de todas as vezes que enfrentaram os SAW em 2021 foram um osso duro de roer, mesmo quando os cavaleiros estavam a transitar da troca entre Paulo "pr" Silva e Diogo "snapy" Rodrigues.

É certo que quando as duas equipas se encontram no servidor algo muda e o terreno equilibra por mais que seja a diferença no ranking mundial, resta saber se os SAW vão voltar a reclamar o primeiro lugar, ou vão voltar a cair perante a equipa de Ricardo “fox” Pacheco?

OFFSET vão atrás do título com espírito renovado




Não sabemos valores, mas a organização OFFSET tem feito um dos maiores investimentos da sua história. O foco na divisão de CS:GO é bem visível, com o clube bracarense a apostar em fox como porta-voz de uma equipa que é vista como o maior rival dos SAW.

E apesar de os homens de mUt serem considerados a melhor equipa portuguesa, no ano passado vimos o core destes OFFSET – fox, NOPEEJ e RIZZZ – a vencer os SAW para garantir um lugar na grande final da 6ª temporada de MLP.

Ainda assim, não conseguiram vencer a prestigiada liga portuguesa. Numa série à melhor de cinco, sob a tag Giants, este core levou o jogo até ao último mapa, mas a extinta equipa dos Baecon, capitaneada por emp, acabaria por sair por cima. Agora, OFFSET entram nesta Master League Portugal renovados e, claro, com vontade de levar a taça para casa.


Equipa de rizz promete dar luta até ao fim à equipa de stadodo.

Para isso, contam com uma nova iteração do lineup – pr já não faz parte, com snapy a entrar nesse lugar para assumir as rédeas de IGL. Mas o jovem de 19 anos não é a única novidade que irá acompanhar fox, NOPEEJ e RIZZZ nesta temporada. Ao seu lado, os OFFSET têm também shellzi, uma das peças-chave da vitória dos Baecon na passada edição de MLP.

Estas adições aparentam ser positivas, mas os OFFSET precisam de fazer mais do que aquilo que têm feito. É que, no final de contas, a equipa enfrentará nomes como eXploit, que já saiu por cima em três de quatro séries contra fox e companhia em 2021.

Nos últimos dias, os OFFSET organizaram um bootcamp, o que poderá ter estimulado a sinergia entre membros, e é essa sinergia que a equipa precisa de levar até à MLP. São um dos claros candidatos a levantar a taça, sim, mas têm de dar corpo e alma para que, na eventualidade de voltarem a chegar à grande final, não voltem a ceder o título no último sprint.

eXploit podem baralhar as contas




Sem contar com as previsões óbvias de OFFSET ou SAW, os eXploit são um dos nomes a ter mais em conta nesta 7ª temporada de Master League Portugal. A equipa entra em campo com um lineup renovado no início deste ano, altura em que kst foi anunciado como um dos jogadores mas que, entretanto, se mudou para os Velox.

Agora com PLAT, esta organização não mostra sinais de abrandamento – bem pelo contrário – e participa na liga com o troféu da mais recente SAW Rafael Pais Series 3 na prateleira.

Há poucos dias, a equipa de BLOODZ, acompanhada por jogadores como obj na AWP, não conseguiu vencer aos Rhyno na final do primeiro take da OMEN WGR Retake, mas é importante referir que se tratou de um bo1. Até então, os homens de vermelho e preto apresentaram resultados bastante positivos – contra OFFSET, por exemplo, os eXploit já venceram três das quatro séries que jogaram este ano.


Serão os eXploit capazes de se intrometer entre SAW e OFFSET?

Também lá fora, ao participarem em torneios internacionais como Spring Sweet Spring ou a 9ª temporada de LOOT.BET, estes nomes têm tido oportunidade de jogar contra equipas como a búlgara SKADE, a quem venceram um mapa.

Toda esta experiência serve para os eXploit ganharem estofo e aprimorarem o seu jogo, trazendo para a MLP um plano tático cada vez mais consistente e, dentro dos possíveis, com o menor número de falhas possível.

Mais ainda, a equipa conta no seu plantel com whatz, jogador que venceu a edição passada de MLP, o que nos dá ainda mais força para fazer esta pergunta: será que os eXploit podem ser os novos Baecon?

Estreantes procuram afirmar-se na liga




Uma estreia numa das maiores competições de CS:GO nacional, senão a maior, é sempre motivo para celebrar. Seja pelo feito de conseguirem um lugar na MLP ou simplesmente pela oportunidade de mostrarem o seu valor, as equipas estreantes têm neste torneio o derradeiro palco para apresentarem aquilo que andam a fazer nos bastidores.

Um desses casos é o da organização Velox, que conta com os espanhóis EasTor e kanarito, os argentinos tomi e tutehen e, ainda, com o português kst, que venceu a temporada anterior ao lado dos Baecon.

Em teoria, a equipa tem tudo para causar estragos – jogadores como EasTor não se podem descurar, bem como os argentinos que já representaram o seu país nas finais de 2016 do The World Championships.

Para já, a questão passa por saber se têm aquilo que é preciso para chegar à final four, dado que têm perdido alguns jogos em contexto ibérico nos últimos tempos. Mas, a avaliar pelo facto de kst carregar consigo o estatuto de MVP da 6ª edição de MLP, diríamos que sim.


watson regressa à liga depois de ter estado nas finas da LPGO com os Hexagone.

Outras duas organizações prontas para se estrearem são Rhyno e N2E. A primeira entra no torneio cheia de força depois de ter recentemente vencido o primeiro take da OMEN WGR Retake ao derrotar os eXploit na grande final.

Como se não bastasse, psh tem consigo jovens jogadores, como é caso de Ag1l, cheios de vontade de provar por que razão são vistos como promessas do cenário – e afinal, a MLP é o palco ideal para isso.

Da mesma forma, os N2E também não devem ser encarados de ânimo leve. A experiência de watson ou as balas de LucKyMaNN, jovem de 17 anos, podem ser fatores preponderantes para uma boa posição na tabela, mas, tal como para os Rhyno, esta será uma tarefa bem árdua.






 

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