A atleta da Astralis, Selin “Spike” Sinem Alak, fez uso das suas redes sociais para reagir às acusações de Kaia “KiKi” Holmen, que acusou a antiga companheira de equipa de assédio, no passado sábado, dia 8 de outubro.

Spike começou por explicar que sentiu a necessidade de responder às acusações que tinha sido vítima, afirmando que a sua intenção com a sua explicação não era invalidar o ponto de vista de KiKi, uma vez que percebe que ela se tenha sentido desconfortável, mas, considera que o que aconteceu não pode ser considerado assédio sexual.

A atual atleta da Astralis começou por revelar que algum tempo antes do bootcamp, as duas jogadores andavam bastante próximas, tendo KiKi inclusive insinuado que estava interessada em Spike.

Em relação a ambas terem ficado no mesmo quarto, Spike afirma que KiKi escolheu a suite e perguntou à atleta alemã se queria partilhar quarto com ela. “Ela não foi obrigada a ficar comigo. Havia vários quartos vazios e eu nem sugeri em ficar com ela. No entanto, fiquei feliz que ela se ofereceu para dividir o quarto comigo.” afirmou Spike.

Spike revela que pediu autorização a KiKi para a beijar e ela respondeu que sim, embora, mais tarde a alemã perguntou se ela queria mais alguma coisa e ela negou, sendo que Spike lhe perguntou o porquê. Algum tempo após esta rejeição, KiKi acabou mesmo por pedir a Spike para a parar de beijar e a atleta alemã afirma que acedeu a este pedido. A jogadora da Astralis deixou bem claro no seu comunicado que sempre pediu por consentimento à colega.

A jogadora de 22 anos afirma que foi errado ter-lhe perguntado porque não queria mais, uma vez que pode ter sido entendido como uma tentativa de a fazer mudar de ideias, contudo achas que isto não pode ser considerado assédio sexual.

Após este bootcamp a relação entre as duas atletas manteve-se normal e chegaram mesmo a ir à Bulgária com a restante equipa, onde não houve nenhuma menção a este acontecimento.

Spike fala ainda que KiKi não gostou de ser removida da equipa e que foi aí que tudo começou a mudar. A atleta alemã afirma ainda que estas acusações por parte da antiga colega de equipa começaram a acentuar-se quando a Spike e a restante equipa assinou pela Astralis.

Em forma de conclusão, Spike admite que não se devia ter envolvido com a colega de equipa, que se sente mal por lhe ter perguntar porque não queria ir mais além, contudo, afirma que estas ações não podem ser consideradas de assédio sexual.