A SAW derrotou a Endpoint por 2-1 e está apenas a uma vitória de conseguir qualificar-se para a ESL Pro League Season 17. No final desta partida, o manager dos warriors, Bruno “Marinhas” Marinheiro concedeu uma entrevista.

O manager da SAW fez uma análise do BO3 e começou por dizer: “Em relação ao Inferno, acho que fizemos um CT muito abaixo daquilo que temos de fazer, foi um mau CT da nossa parte, perdemos muitas rondas que não podemos perder. Eles sentiram-se confortáveis e foram metendo rondas. A T side estávamos a jogar bem, mas houve ali uma ou outra ronda que devíamos ter fechado para dar o comeback, mas não foi possível. Mérito para eles que jogaram bem, principalmente no primeiro side”.

“Relativamente ao Nuke, é um mapa que nos sentimos muito confortáveis e nunca nos fugiu do controlo. Houve ali uma altura em que eles conseguiram surpreender, mas nós fechámos bem as portas e controlámos até ao final para fechar” continuou.

“No Vertigo, estávamos a dominar completamente a T side, a ser avassaladores, mas mesmo assim eles conseguem fechar o side 09-06. Temos que ser mais letais, era um side para ter fechado 11-04 no mínimo. Não meter nenhum pistol também não ajudou nada, porque ganhas a primeira parte 09-06, eles metem o pistol e o jogo está igual. Apesar disso, começámos mal o CT, parecíamos instáveis, mas acabámos por fechar as portas e trazer o mapa para o nosso lado” concluiu.

Em relação ao que significaria para Marinhas a qualificação para a ESL Pro League, o manager português afirmou:Significa tanto para mim como quando jogámos as BLASTs, os RMRs. Felizmente, a nossa equipa já teve muitas oportunidades de jogar vários torneios tier 1, então é um motivo de muita felicidade e claro que ficamos orgulhosos de conseguir estes feitos, e se for possível chegar a este também o ficaremos”.

“Eu vou pegar nas palavras do JUST à Fraglider, ele disse que temos de acreditar no nosso trabalho e naquilo que fazemos todas as semanas a treinar. Os resultados vêm como consequência disso. Imagina que não nos qualificamos, isso não pode beliscar o trabalho e a confiança que temos. Não é a desvalorizar, claro que a Pro League é um grande torneio e ficaríamos muito felizes de lá chegar, mas o mais importante é isso, esta mentalidade de continuar a trabalhar e acreditar no que estamos a fazer, e que estes torneios vêm como consequência disso” completou.

Para terminar a entrevista, o manager que está na SAW desde a sua fundação, foi questionado se esta era a melhor equipa da organização portuguesa, e respondeu: “Muito provavelmente. Mas isso é uma questão de análise que eu deixo para as pessoas de fora. Eu olho para a nossa equipa neste momento e vejo que estamos a evoluir muito bem, está a dar gosto treinar. É mais fácil falar desta equipa porque é a que estamos a viver no dia a dia. Eu estou cá desde o primeiro dia mas há situações que não me lembro. Na minha opinião, provavelmente sim, é o melhor momento de uma equipa dos SAW. Só tivemos duas também”.