A MegaScore, revista de renome a nível nacional e que apoiou a ultima edição da World Cyber Games Portugal, publicou na sua edição de Novembro um artigo sobre a sua “visita” à WCG Portugal e o que “ouviram” chamar ou denominar de “E-Sports”.
Aconselho uma leitura atenta e uma reflexão sobre algumas das palavras escritas por este jornalista, num artigo de autor, sob o título “O CURIOSO MUNDO DOS DESPORTOS ELECTRÓNICOS” que passo a transcrever:
“…
Contudo, algo no discurso de muitos concorrentes do WCG me deixou intrigado.
Quase todos se queixaram da forma como Portugal estava atrasado nos Desportos Electrónicos, pela falta de condições, pela dificuldade em reunir apoios, e pela forma como o Governo não reconhece os Desportos Electrónicos como modalidade de alta competição, como acontece na Holanda, por exemplo.
A princípio fui oscilando a em concordância com este discurso, mas depois imaginei o seguinte:
O senhor Governo, que aqui seria um indivíduo, resolve tentar perceber o que é isto dos videojogos e porque razão deve ser considerado um Desporto de alta competição.
Nesse âmbito ele vai ao evento que é tido como Olimpíadas dos videojogos para ficar a par elucidado.
Eis o que ele vê:
1- Metade dos participantes de algumas modalidades não chegam sequer a pôr os pés no recinto;
2- Pirataria na escala dos gigabytes por hora;
3- “Desportistas” a dormir em sacos de cama num chão de cimento, e outros com a bochecha a esborrachar a barra de espaços, salivando para o teclado;
4- Gente com directas e ressacas em cima a competir de óculos escuros às dez da manhã;
5- Graves problemas de postura aos computador;
6- Potenciais, vencedores que não iriam representar o país na competição internacional por falta de disponibilidade;
7- Potenciais, vencedores cuja principal preocupação são as leis agressivas que Singapura tem contra a droga e o transtorno que isso trás para a sua rotina diária;
8- Concorrentes que durante três dias se alimentas à base de Coca-Cola e batatas fritas.
É obvio que nem toda a gente tem esta postura e que também há lados positivos, mas a questão pertinente aqui é saber como é que os jogadores querem que os Desportos Electrónicos tenham o devido reconhecimento, se as atitudes amadoras partem deles próprios?
Num desporto de alta competição não basta conhecer a pista onde se vai correr, velocidade e um par de ténis.
É preciso ter disciplina, uma alimentação cuidada e uma postura correcta.
É preciso uma atitude séria para com o desporto – o que não impede a diversão.
Não dividem que todas estas qualidades fazem parte das equipas profissionais dos países onde os “e-Sports” estão mais evoluídos.
São precisamente esses atributos que marcam a diferença, pois é um facto que contribuem para a maior capacidade de concentração e rapidez de reflexos.
Enquanto o “profissionalismo” de um núcleo vasto de jogadores nacionais estiver restrito a conhecer a mapa, configurar o jogo, ter pontaria e a treinar em equipa, dificilmente haverá capacidade de persuasão para mudar o estatuto dos “e-Sports” em Portugal.
…”
Depois destas palavras … alguma coisa a dizer ou bem pelo contrario MUITA COISA para mudar começando pela MENTALIDADE ?