Aquela que já foi finalista de uma das nossas principais competições, a FRAGCup de 2002, e se destaca por ser uma das mais antigas equipas em Portugal, anunciou há dias que se encontra a dar os primeiros passos rumo a profissionalização, que várias equipas em Portugal procuram.
Fomos falar com
tomahawk, um nome já bastante conhecido neste mundo por já algum tempo dar a cara pelos excello, e que acumula agora o cargo de líder/manager nos bouncers.
Nome: Alberto Teixeira
Naturalidade: Arouca, Portugal
Ocupação: Estudante de Marketing
Outras actividades: Fez parte do management da conhecida organização sueca Team9 e é, actualmente, um dos impulsionadores dos excello enquanto organização.
FRAGLider: Têm definidas apostas a médio/longo prazo? E objectivos quanto à posição que pretendem assumir no ranking em termos nacionais?
tomahawk: Como em tudo na vida, deve-se começar pelo começo. Pretendemos sim crescer e tornar-nos uma equipa multi-gaming com equipas nacionais e internacionais. Em termos de ranking nacional penso que se está a referir quanto á equipa de Counter Strike. A equipa de Counter Strike está ainda numa fase embrionária sendo apenas o inicio do nosso projecto mas sim, esperamos ter boas prestações a mediolongo prazo. Com a ajuda da Everglide, assim como a de outros parceiros ainda não anunciados, esperamos que os nossos objectivos sejam realidade com mais facilidade.
FRAGLider: Como caracterizas o actual estado do gaming em Portugal e como pensas que irá evoluir no futuro?
tomahawk: O gaming em Portugal está a crescer, embora não ao ritmo de países como os Estados Unidos, Alemanha ou mesmo Coreia (embora não pareça que haja muito para evoluir nesse país quanto a gaming) mas tendo em conta que há poucas empresas com ‘Head Quarters’ em Portugal isso até se compreende.
Uma das coisas que leva o gaming português a não evoluir a um ritmo mais rápido é a teoria do coitadinho de que sendo da cauda da Europa e não tendo patrocinadores não se pode evoluir. Aí é que está a lacuna, mostra-se trabalho para depois arranjar patrocínios, não esperar que os patrocinadores chovam e que depois fiquem a rezar para que o dinheiro seja bem entregue em evolução.
FRAGLider: O que falta, seja em termos de iniciativas, seja ao nível de estratégias, para dinamizar ainda mais o sector em Portugal?
tomahawk: Basicamente, como disse acima, a teoria do “coitadinho” tem que ser deixada de lado. Não se limitar a jogar bem jogo Y ou Z e pensar que por isso chovem apoios. É preciso uma atitude profissional dentro e fora dos jogos e acima de tudo estabilidade. Ter em conta que uma empresa patrocina eventos eou equipa para obter maiores lucros e não como forma de solidariedade.
Com isto em mente, as equipas devem manter-se estáveis, desenvolverem uma imagem profissional e não uma postura de ‘I’m the best, I should be sponsored by the best because of it’ porque o dinheiro não cresce nas árvores e como tal não é só apanhar notas do chão.
Quanto a eventos, devem ser organizados mais eventos como a FRAGCup ao contrário de nos mentalizarmos que somos pequenos e não fazer eventos desta envergadura. Espero que esta FRAGCup seja o começo de muitos eventos com participações internacionais em Portugal.
Obrigado pela entrevista, algumas ultimas palavras?
tomahawk: Gostaria de agradecer antes de mais á Fraglider pela entrevista, á World Poker Arena pelo apoio incondicional, ao cold e ao louko – my cs mates – e por último: Hugs to Danny, Brandon, Russell, Fredrik and Daniel.
O FRAGLider agradece ao
tomahawk o tempo disponibilizado para a entrevista e deseja boa sorte a renovada equipa The Bouncers.
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