A organização belga, Sector One, anunciou o encerramento das suas operações a 17 de janeiro, devido ao panorama económico, onde o retorno e fluxo financeiro não eram suficientes.

Apesar de ter fechado as portas, parece que a Sector One tem algumas dívidas para com os antigos atletas. Segundo o que foi noticiado pelo Dexerto, que falou com jogadores e staff das equipas de Valorant e League of Legends, a organização belga deve cerca de €12,000.

Em junho de 2022, a organização contratou um novo lineup de League of Legends, e pelo menos dois dos jogadores assinaram por um ano, embora o Summer Split da Elite Series durasse cerca de um mês. Assim, em agosto, a Sector One terminou o contrato com todos os elementos que representavam a organização. Segundo o que foi noticiado, alguns jogadores receberam os seus salários tarde e com um valor abaixo do que tinha sido combinado inicialmente, enquanto outros ainda esperam os seus dois últimos salários.

Os atletas foram pedir explicações para este atrasado, ao que a organização respondeu que a Riot Games estava a investigar a equipa por uma possível manipulação de resultado, e assim sendo, decidiram congelar os salários até a situação ficar resolvida.

O CEO da organização, Rapoye, respondeu a estas alegações dizendo: Não devemos mais nada a nenhum jogador de League of Legends. Sei que alguns jogadores alegaram que queriam receber mais do que o combinado, mas, não é porque um jogador diz que precisamos de pagar mais”.

Os problemas da Sector One estendem-se ao VALORANT

Os problemas financeiros não ficam por aqui. A organização belga contou com uma equipa de VALORANT na French VRL League, e estará em dívida com alguns destes jogadores, uma vez que não receberam alguns salários e prémios. Um dos jogadores não terá recebido a cláusula de rescisão, após o término do seu contrato.

Em relação a esta situação, o CEO da Sector One, disse que dois dos três jogadores saíram da organização após o Split 1 e não irão receber o prémio monetário, enquanto o terceiro jogador recebeu a sua parte do prémio, uma vez que essa taxa estava incluída no seu contrato. Rapoye alegou ainda que os jogadores tinham uma janela de um mês depois de saírem da organização para reivindicar o prémio monetário, mas, isso só aconteceu vários meses depois.

“Vocês podem dizer que em teoria, é deles, mas, legalmente não é, porque eles deixaram expirar o prazo de validade. Acho que foi três meses após o acordo de rescisão que eles começaram a pedir o prémio” atirou Rapoye.

Em relação aos salários em atraso, Rapoye disse que estes devem-se à burocracia do governo, que causou atrasos significativos no registo dos contratos na Bélgica. O CEO da organização belga referiu ainda que alguns dos pagamentos foram bloqueados pelo governo belga, uma vez que existia a incerteza se tudo foi feito da forma correta.

A Sector One contou ainda ccom uma academia de VALORANT que disputou a French Challenger League. Também este elenco se queixa que ainda não recebeu os salário. Segundo Rapoye, isto prende-se com o facto das contas da organização terem sido congeladas no final de 2022.

A Dexerto entrou em contacto com o agente de um dos ex-jogadores de VALORANT, que disse que as desculpas que Rapoye deu foram as mesmas que deu aos jogadores.A primeira desculpa deles para os atrasos foi que, como o seu maior patrocinador apenas patrocinava a divisão de LOL, porque não gostava de promover jogos de tiro, eles mentiram para pagar os jogadores de VALORANT com esse orçamento e o patrocinador ficou chateado e eles tiveram que parar. Depois, foi porque um patrocinador desistiu. Em seguida, culpou a pessoa responsável por fazer os pagamentos. Ele deu a desculpa do governo, mas consideramos apenas mais uma desculpa” disse o agente.

Rapoye disse ao Dexerto que a Sector One está a liquidar os seus ativos, que incluem equipamentos de jogos e o seu escritório em Bruxelas, e que isso deve gerar cerca de €100.000. Segundo o CEO, os jogadores, aos quais a organização deve dinheiro, podem reclamar o dinheiro que lhes é devido, após a liquidação à entidade que supervisionará o processo.

A Sector One foi fundada em 2014 e, inicialmente, contava apenas com uma equipa de League of Legends. Porém, com o passar do tempo a organização belga cresceu e expandiu-se para outros títulos, Rocket League, FIFA, CS:GO e VALORANT.