Americanos identificam relação entre jogos e comportamentos agressivos

O electroencefalograma não engana: os adeptos de jogos violentos reagem menos à violência real. Um estudo levado a cabo pela Universidade de Missouri-Columbia, EUA, revela uma correlação entre a prática de videojogos violentos e uma diminuição de respostas do cérebro a acções violentas reais.

O estudo contradiz outros efectuados anteriormente que não estabeleceram qualquer relação entre jogos violentos e comportamentos agressivos.
Os investigadores norte-americanos efectuaram uma medição da actividade cerebral de adeptos de videojogos através de electroencefalogramas e descobriram que estes “jogadores” apresentam menos respostas quando perante cenas de tiroteio reais.

Ainda assim, estes mesmos jogadores apresentaram os níveis normais de reacção emocional, quando perante imagens de animais mortos ou crianças doentes, informa a News Scientist.

O estudo analisou 39 videojogadores e apurou que, quando têm oportunidade, os adeptos de videojogos violentos, aplicam punições mais severas.

Os videojogos violentos têm sido alvo de estudo, mas não é consensual se produzem efeitos no comportamento de quem os joga.

Existem vários estudos que negam qualquer relação entre jogos e comportamento de jogadores, mas a verdade é que, nos EUA, estes jogos já são utilizados no treino de soldados, com o objectivo de criar “hábito” ou alguma indiferença perante a violência.

O estudo da Universidade de Missouri-Columbia está a ser alvo de críticas de outros estudiosos, que lembram que o ser humano habitua-se a qualquer tipo de estímulo, independentemente de ser agressivo ou amistoso.

Fonte: Exame Informática