Esta semana, para a nossa 20ª edição, temos um convidado muito especial…também nesta edição vão saber mais sobre a Nation’s Cup que está a ser organizada pelo já conhecido portal FeminaGaming.com

A nível nacional apenas é de referir que o clan Parental Advisory procura jogadoras para integrarem na sua divisão feminina de CS1.6. As interessadas podem dirigir-se ao canal no IRC: #pa.pt @ Quakenet.

A nível internacional destaca-se a entrada de TaMi para as badGirls.Spain e a saída de Zobiria das Waylay, o que faz com que este clan procure assim uma nova jogadora para o seu roster. Também as já bem conhecidas syster procuram reforços. Mas a notícia que deixou toda a comunidade feminina bem entusiasmada, foi o anúncio de uma Nation’s Cup a ser organizada pelo portal FeminaGaming.com. Esta Nation’s Cup será jogada online e se estão curiosos em saber se o nosso país estará ou não representado, a resposta é simples: depende de vocês! Cada membro da comunidade deverá enviar um e-mail para [email protected] preenchendo os seguintes requisitos sobre a pessoa (neste caso rapariga) que querem nomear para seleccionadora nacional:

• Name
• Nick
• Age
• Current Clan
• Country (mother country, and first language)
• Motivation
• Gaming experience
• Mailadress or contact information

“Seleccionadora nacional” porquê? Simples! O termo usado pela organização é “Team Captain”, contudo, a pessoa seleccionada não terá obrigatoriamente que jogar com o clan ou participar de forma mais activa (digamos), isto é, a pessoa seleccionada terá total liberdade sobre as forma de organização da equipa: pode escolher até 3 membros de cada clan (para países com um número reduzido de equipas e/ou jogadoras este número pode aumentar), pode ter uma equipa no máximo até 8 ou 9 jogadoras e será ela a comandar tudo o que se irá passar dentro da selecção nacional.
Também é de referir que mesmo que queiram nomear uma jogadora que já esteja nomeada, não há problema! Enviem na mesma o e-mail com a nomeação porque contará como um voto em caso de existirem várias candidatas a seleccionadora nacional. Obviamente que sendo este o processo de escolha utilizado (voto/nomeação secreto(a) por e-mail) caso a jogadora em questão não queira aceitar o cargo, pode sempre decliná-lo. Também não se esqueçam de redigir o e-mail em inglês visto este ser um torneio online internacional (como o próprio nome indica).
Para mais informações podem sempre aceder ao site FeminaGaming.com
É de referir que Portugal já tem uma possível seleccionadora nacional: Mascotinhayours trully – está nomeada.
As votações terminam dia 26 deste mês, se querem ver Portugal representado ao vosso gosto tomem a liberdade de votar!

Tal como foi referido no início deste artigo esta semana decidi, e permitam-me falar em meu nome, entrevistar o já tão bem conhecido Ricardo “RJS” Simões. Hoje não vou usar o nome “FRAGlider” pelo simples facto de que o FRAGlider não se pode entrevistar a si mesmo, ou não fosse o Ricardo O FRAGlider. Dispensando apresentações passemos à entrevista sem mais delongas…

Mascotinha: Qual é a sua postura em relação ao Gaming Feminino? Isto é, no fundo, qual a sua visão do Gaming Feminino?

RJS: Desde o aparecimento das primeiras equipas femininas que tenho tentado apoiar e incentivar as mesmas, por acreditar que estas equipas podem ser um meio privilegiado para a divulgação dos desportos electrónicos.
§ A minha visão sobre o “Gaming Feminino” poderia se sintetizar numa frase “Não sabem o que querem!”, mas para que não fique esta frase tão “dura” no ar e para que não surjam más interpretações, vou tentar explicar o que quero dizer com isto.
§ Ao exemplo das equipas masculinas, também as femininas falam em falta de apoios, patrocínios, condições de jogo, …, etc. Na minha opinião uma equipa que queira na realidade singrar no mundo dos desportos electrónicos de uma forma adulta e profissional tem que, antes de mais, dar provas disso e só depois, e já com alguma mais valia, avançar em busca do tão almejado “Sponsor” mas atenção que esta mais valia que eu falo não passa obrigatoriamente por bons resultados em torneios bem pelo contrario passa muito mais pela mediatismo que estas equipas possam conseguir com a publicação de entrevistas ou artigos de opinião em revistas, jornais, …, aparecendo a apresentar a equipa e a explicar o que são ou querem ser os desportos electrónicos em programas televisivos, …., um sem numero de opções que, como bem sabemos, são bem mais fáceis de alcançar se estivermos a falar de uma equipa feminina. Claro que tudo isto dá trabalho mas quem quer alcançar e conquistar algo diferente tem que trabalhar e deixar-se do “choro do desgraçadinho”.

Mascotinha: Sendo o Ricardo um membro já veterano desta comunidade e dos E-Sports em geral, de certo que nota (ou notou) alguma evolução a nível do Gaming Feminino. O que nos pode contar sobre isso? Isto é, como é que o Ricardo viu e presenciou a evolução do papel das raparigas nos desportos electrónicos?

RJS: Há muitos anos que jogo com pessoas do sexo oposto. O facto da mulher ser muito mais perfeccionista do que o homem e da sociedade ter deliberado que “os joguinhos são para os rapazes”, afastou o sexo feminino um pouco do gaming se bem que nos últimos tempos esta situação esteja a tentar ser invertida com novos projectos ligados ao gaming feminino.

Mascotinha: A seu ver, qual o motivo para que o Gaming Feminino seja inferior (seja em skill, dedicação ou outros aspectos) ao masculino ou mesmo ao Gaming Feminino Internacional?

RJS: Eu não diria de forma alguma que é inferior diria antes que não está a ser explorado correctamente. Quando as meninas pararem e decidirem o que querem fazer do “seu” gaming feminino então as coisas mudam e os resultados aparecem e acreditem que não será só a nível nacional!

Mascotinha: Prevê num futuro próximo a presença de equipas mistas com a actual tendência para o equilíbrio de capacidades em algumas equipas femininas do panorama internacional?

RJS: Sempre existiram equipas mistas e essa situação deverá ser encarada com naturalidade afinal assim como há homens que jogam melhor que mulheres o contrario também é verdade e isto só por si já permite a criação de equipas mistas.

Mascotinha: O FRAGlider sempre ajudou e promoveu o Gaming Feminino, temos o exemplo da formação das FRAGirls como equipa representante do nosso país para ir à final da ESWC, esta é uma posição a manter?

RJS: Sem dúvida que vamos continuar apostar no gaming feminino.

Mascotinha: De que modo?

RJS: O nosso grande projecto ligado ao gaming feminino é, pelo terceiro ano consecutivo, realizar um qualificador nacional para a ESWC e levar uma equipa feminina às finais mundiais da Electronic Sports World Cup para além disso vamos continuar apoiar as iniciativas de terceiros ligadas ao gaming feminino.

Mascotinha: Para finalizar, ultimas palavras que queira deixar, algum apelo, agradecimentos…

RJS: Para finalizar gostaria de agradecer o trabalho notável e dedicação que tu tens tido ao longo dos últimos meses através da rubrica semanal “Women’s Touch”. És tu quem merece os “n1”, …., etc.

Um grande obrigado ao Ricardo “RJS” Simões pelo seu tempo e disponibilidade para participar nesta tão especial 20ª edição do Women’s Touch.