O último episódio do HLTV Confirmed de 2022 foi para o ar esta quarta-feira (28), com Chad “SPUNJ” Burchill, Zvonimir “Professeur” Burazin e Mathieu “Maniac” Quiquerez a sentarem-se para fazer um balanço sobre o ano no Counter-Strike: Global Offensive (CSGO). Um dos primeiros temas abordados pelo trio foi o estado atual do jogo.

Nesse sentido, todos concordaram que o ano de 2022 fecha com um balanço muito positivo no cenário competitivo de CS:GO, mas SPUNJ foi mais longe com uma reflexão mais alargada do que tem sido o caminho percorrido pelo FPS da Valve. “Acho que uma das coisas importantes, e nós temos tendência, enquanto comunidade, a ter falta de perspetiva por vezes, é o quão longe chegámos [CSGO] em tão pouco tempo, começou por dizer.

“E isto não é para sacudir água do capote em relação às lacunas com que nos confrontamos este ano, mas para nos ajudar a ter uma noção do quão longe o Counter-Strike chegou em 20 anos. Quando nos comparamos com outros esports que apareceram e desapareceram durante esse período, estamos na melhor posição, acrescentou.

A reflexão do australiano, que já passou pelo papel de jogador profissional, continuou e englobou as condições atuais que o jogo oferece, aproveitando ainda para deixar uma bicada à concorrência: “Se dermos um passo atrás, colocarmos as coisas em perspetiva, olharmos à quantidade de dinheiro que muitos dos jogadores profissionais estão a fazer, ao calibre dos diferentes eventos realizados num ano e à desenvolvedora do nosso jogo, embora esta não decida muitas coisas e tenhamos gente aos gritos a perguntar pela operação, em termos do jogo em si, temos um produto de extrema qualidade e que não requere atualizações em agentes ou mudanças em heróis para continuar a ter atenção”.

Em jeito de conclusão, SPUNJ não teve dúvidas em classificar o CSGO como o futebol dos vídeojogos, colocando o jogo na frente de todos os outros no que toca a esports. “Temos um jogo que as pessoas querem continuar a jogar ou a ver com frequência, porque os jogos e a qualidade individual são de um nível tão alto que isso por si só já as chama. Nós somos o futebol dos vídeojogos. Posso dizê-lo sem qualquer tipo de dúvida e não há nada que chegue sequer perto. Outros jogos aparecem e podem ter a sua palavra a dizer, podemos falar de como a Riot inventou os esports com o League of Legends, mas todos sabemos qual é a verdade. Nós não temos apenas uma década disto, o nosso caminho é muito mais longo que isso. Já não é só um jogo para as pessoas ali entre os 18 e os 25 anos, é algo que já envolve um grupo maior de pessoas, rematou.